sábado, 3 de maio de 2008

Resumo CIBERNÉTICA, CIBORGUES E CIBERESPAÇO: NOTAS SOBRE AS ORIGENS DA CIBERNÉTICA E SUA REINVENÇÃO CULTURAL por Joon Ho Kim.

O processo de reinvenção cultural resultou, no ciborgue, no ciberespaço são referências emblemáticas de uma nova ordem do real, com sua origem na teoria cibernética de Wiener na década de 1940.
O termo cibernético derivado do grego kubernetes, palavra utilizada para denominar o piloto do barco e teve seu inicio na II Grande Guerra com a programação de máquinas computadoras e com mecanismos de controle para artilharia antiaérea.
A engenharia de controle denomina como “feedback” o principio que consiste em realimentar o sistema de informações sobre o próprio desempenho realizado a fim de compensar os desvios em relação ao desempenho desejado.
É indispensável à existência de um ou mais detectores e monitores que façam papel de órgãos sensórios, confrontados com o padrão de desempenho programado.
Para Wiener, o sistema nervoso central engendra um processo circular – “emergindo do sistema nervoso para os músculos, e reentrando ao sistema nervoso pelos órgãos dos sentidos” – cujo princípio seria idêntico ao que havia encontrado em dispositivos de controle de máquinas.
Bateson um dos fundadores do pensamento cibernético nas ciências sociais desenvolveu teorias onde relações sociais poderiam ser vistas como comunicações, caracterizadas por cicularidades, oscilações, limites dinâmicos e feedback. Para Rapport a “cultura é um todo entendido como um sistema cibernético e que regula as relações entre as pessoas e seu ambiente”. Enquanto que Goffman “estrutura social e realidade são mantidas pelo processo de sanções sociais, já Strathern faz o uso da figura do ciborgue e a relação entre as partes em um particular ponto no tempo e espaço na troca de mensagens culturais de tipo binário. O trabalho de Lévi-Strauss busca combinações e recombinações comunicacionais influenciada pela cibernética subjacente à ciência da computação. Uma série de respostas de “sim” e “não” como um operador binário em que a cibernética e os computadores apareceram no mundo cientifico.
Martin Caidin lançou a ficção científica Ciborgue, 1972 que conta a história de um piloto de testes da Força Aérea americana, Steve Austin, que após um acidente é reconstruído com partes biônicas pelo laboratório cibernético do Dr. Killian, esta série tornou-se famoso com o nome de “O homem de seis milhões de dólares”.
Em outubro de 1958, o cirurgião cardíaco Ake Senning e o engenheiro eletrônico Rune Emquist implantaram o primeiro marca-passo interno num ser humano. Hoje em dia é muito comum o uso de próteses para a correção de perda de alguns dos membros e principalmente nas questões estéticas nas quais também se usam técnicas como modelagem muscular, lipoaspiração, botox e anabolizantes.
No Ciberespaço a preocupação de Sterling é com a realidade mais conhecida como “virtual”. Esse “virtual” é aprendido como o oposto do “real”.
Os computadores nasceram na década de 1940, mas o contato efetivo com a maior parte da população mundial ocorreu no fim da década de 1980, daí começamos a lidar com termos conhecidos como display, bits, bytes, HD, CD tudo isso dentro da lógica matemática e com espaço utilizado pela telefonia no seu inicio trazendo a comunicação sem fronteiras. Hoje aprendemos novos termos como o digital, interface gráfica.
Finalizando o hacker é a própria síntese da apologia ao mundo sintético nos causando o estranhamento em relação ao nosso próprio cotidiano cibernético.
Em resumo existem muitos benefícios que podem nos trazer a junção de todas estas grandezas e os computadores se tornaram indispensáveis ao ser humano, acredito que uma ferramenta essencial, para nós particularmente a utilização da cibercultura para a viabilização do ensino à distância.
Daniel Mangueira Leite
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